PUBLICADO POR Agência Evidence | mar, 26, 2020 |

Desde o começo de 2020, não há assunto mais comentando que o novo coronavírus. Descoberto na China no final de dezembro, o vírus é responsável por milhares de internações e óbitos. A doença COVID-19 chegou a pelo menos 114 países, inclusive no Brasil, e é oficialmente uma pandemia, como anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Nas últimas duas semanas, o número de casos da COVID-19 fora da China aumentou 13 vezes e o número de países afetados triplicou”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a respeito da mudança de classificação. Isso acontece porque muitos países são afetados ao mesmo tempo por essa enfermidade.

Na China, onde a pandemia começou, está com apenas um caso de transmissão local no intervalo de 24 horas. Como o epicentro da emergência mudou do país asiático para a Europa, a organização decidiu detalhar o número de casos e mortes por região. A do Pacífico Ocidental que inclui a China e a Coreia do Sul ainda tem o maior número de pessoas infectadas, com quase 92 mil casos, e o número de mortes é de mais de 3.400.

Nos EUA o primeiro caso de coronavírus foi confirmado em 20 de janeiro e levou quase dois meses para o país chegar a 100 mortes. Mas, apenas no dia 16 de março, a Casa Branca mudou o tom e passou a recomendar as medidas de restrição de circulação de pessoas. Atualmente, as recomendações para que americanos não saiam de casa afetam um em cada três habitantes.

Já na Itália o número de mortos pela pandemia de coronavírus ultrapassa 7.500. O que assusta é que as mortes chegam a 700 em apenas um dia. Lá a transmissão comunitária foi o que agravou os números de forma crescente.

No Brasil o Ministério da Saúde confirmou 57 mortes provocadas pelo novo coronavírus (Covid-19), sendo 48 no Estado de São Paulo, seis no Rio de Janeiro, uma no Rio Grande do Sul, uma morte em Pernambuco e um óbito no Amazonas. Até quarta-feira (25), o Brasil tinha 2.433 pessoas contaminadas pelo vírus Sars-Cov-2.

Até agora, as medidas de isolamento são apontadas como a única forma de impedir a transmissão rápida da doença, mas afetam a economia e as chances de algum crescimento social e econômico. A discussão entre economia x saúde vem sendo pauta de muitos países.

Fonte: OMS, El Pais, UOL

TAGS: